Os pronomes demonstrativos demonstram a posição de um elemento qualquer em relação às pessoas do discurso, situando-os no espaço, no tempo ou no próprio discurso.
Pronomes demonstrativos
Primeira pessoa Este, estes, esta, estas, isto
Segunda pessoa Esse, esses, essa, essas, isso
Terceira pessoa Aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo
As formas de primeira pessoa indicam proximidade de quem se fala ou escreve:
Este senhor ao meu lado é meu avô.
Os demonstrativos de primeira pessoa podem indicar também o tempo presente em relação a quem fala ou escreve.
Nestas últimas horas tenho me sentido cansada como nunca.
As formas de segunda pessoa indicam proximidade da pessoa a quem se fala ou escreve:
Essa foto que tens na mão é antiga?
Os pronomes de terceira pessoa marcam posição próxima da pessoa de quem se fala ou posição distante dos dois interlocutores:
Aquela foto que ele tem na mão é antiga.
Os pronomes demonstrativos, além de marcarem posição no espaço, marcam também posição no tempo:
* Este (e flexões) marca um tempo atual ao ato da fala:
Neste instante eu estou aqui a escrever.
* Esse ( e flexões) marca um tempo anterior, relativamente próximo ao ato da fala:
No mês passado fui promovida no trabalho. Nesse mesmo mês comprei um apartamento.
* Aquele marca um tempo remotamente anterior ao ato da fala:
Meu avô nasceu na década de 1920. Naquela época podia-se caminhar à noite em segurança.
Os pronomes demonstrativos servem também para fazer referência ao que já foi dito e ao que se vai dizer, no interior do discurso:
* Este ( flexões) faz referência àquilo que vai ser dito posteriormente:
Espero sinceramente isto: que seja muito feliz.
* Esse (e flexões)faz referêcia àquilo que já foi dito no discurso:
Que seja muito feliz: é isso
Muita atenção com relação aos pronomes este e aquele quando se faz referência a elementos já mencionados na frase. Este se refere ao mais próximo; aquele ao mais distante:
Romance e suspence são gêneros que me agradam, este. Este me deixa ansiosa, aquele, sensível.
O (a, os, as) são pronomes demonstrativos quando se referem a aquele (s) aquela (as), aquilo:
Recuso o que eles falam (aquilo)
Mesmo e próprio, pronomes demonstrativos, designam um termo igual a outro a outro que já ocorreu no discurso:
As reclamações ao síndico não se alteram: são as mesmas.
São utilizados como reforço dos pronomes pessoais:
Ele mesmo passou a roupa.
Como pronomes, concordam com o nome a que se referem:
Ela própria veio à reunião.
Eles próprios vieram à reunião.
Fonte: Equipe Brasil Escola - por Marina Cabral ( Especialista em Língua Portuguesa e Literatura)
Criei este blog para interagir com meus alunos. Porém, todos aqueles que o visitarem me deixarão feliz...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Elementos básicos da narrativa:
Fato - o que se vai narrar;
Tempo - quando o fato ocorreu;
Lugar - onde ocorreu o fato;
Personagens - elementos que fazer parte da narrativa;
Causa - motivo que determinou o fato;
Modo - como se deu o fato;
Consequências - ( geralmente provoca determinado desfeccho).
A modalidade narrativa de texto pode constituir-se de diferentes maneiras: piada, peça teatral, crônica, novela, conto, fábula etc.
Uma narrativa pode trazer falas de personagens entremeadas aos acontecimentos, usam os chamados discursos: direto, indireto ou indireto livre.
No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da própria personagem, utilizando sinais gráficos que marquem tais falas como travessão, dois pontos ou aspas.
O discurso indireto apresenta as palavras das personagens através do narrador, que reproduz uma síntese do que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar necessário. A estruturação desse discurso não precisa de marcações gráficas especiais, uma vez que sempre é o narrador que detém a palavra.
Quanto ao discurso indireto livre, é estruturado de forma bastante informal, de frases soltas, sem identificação de quem a proferiu no texto. Trazem, muitas vezes, um pensamento do personagem ou do narrador, uma opinião, um questionamento referente a algo mencionado no texto. Esse tipo de discurso é o mais usado atualmente, sobretudo em crônicas de jornal, histórias infantis e pequenos contos.
Tempo - quando o fato ocorreu;
Lugar - onde ocorreu o fato;
Personagens - elementos que fazer parte da narrativa;
Causa - motivo que determinou o fato;
Modo - como se deu o fato;
Consequências - ( geralmente provoca determinado desfeccho).
A modalidade narrativa de texto pode constituir-se de diferentes maneiras: piada, peça teatral, crônica, novela, conto, fábula etc.
Uma narrativa pode trazer falas de personagens entremeadas aos acontecimentos, usam os chamados discursos: direto, indireto ou indireto livre.
No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da própria personagem, utilizando sinais gráficos que marquem tais falas como travessão, dois pontos ou aspas.
O discurso indireto apresenta as palavras das personagens através do narrador, que reproduz uma síntese do que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar necessário. A estruturação desse discurso não precisa de marcações gráficas especiais, uma vez que sempre é o narrador que detém a palavra.
Quanto ao discurso indireto livre, é estruturado de forma bastante informal, de frases soltas, sem identificação de quem a proferiu no texto. Trazem, muitas vezes, um pensamento do personagem ou do narrador, uma opinião, um questionamento referente a algo mencionado no texto. Esse tipo de discurso é o mais usado atualmente, sobretudo em crônicas de jornal, histórias infantis e pequenos contos.
"EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS"
Hoje vamos vamos analisar um pouco aquelas frases feitas, que recebem o nome de expressões idiomáticas. Elas são compostas de diferentes palavras, cujo sentido vale para o todo.
São exemplos de expressões idiomáticas: " rodar à baiana", "armar o barraco", entre outras.
Uma característica própria dessas expressões é que não podemos substituir as palavras que as compõem por outras, nem mudar sua ordem, nem intercalar outras palavras. Afinal, podemos dizer que alguém fez um trabalho com um pé nas costas, mas não seremos entendidos se dissermos que ele fez o trabalho com um pé no dorso, nem que ele fez o trabalho com um pé inchado nas costas".
As expressões idiomáticas podem fazer o papel de:
* substantivos: um deus-nos-acuda ( uma confusão)
* adjetivos: Aquela menina é uma Maria-vai-com-as-outras. ( indecisa)
* verbos: O moço que tinha visto o atropelamento fez boca de siri. ( calou-se)
orações inteiras: em rio de piranha, jacaré nada de costas. ( em determinadas circunstâncias, todo cuidado é pouco).
Entre as expressões idiomáticas que valem por orações inteiras, estão os provérbios.
Algumas dessas frases feitas surgiram de alguns acontecimentos ou fatos históricos.
Vejamos um exemplo:
Quebrar a cara ( dar-se mal ), surgiu quando começarama colocar grandes portas de vidro nas lojas de Nova York. Nunca se sabia se elas estavam abertas ou fechadas. Assim, os amerinacos, muitas vezes, "quabravam a cara" indo de encontro ao vidro.
Fonte: livro "Introdução à semântica" de Rodolfo Ilari
Hoje vamos vamos analisar um pouco aquelas frases feitas, que recebem o nome de expressões idiomáticas. Elas são compostas de diferentes palavras, cujo sentido vale para o todo.
São exemplos de expressões idiomáticas: " rodar à baiana", "armar o barraco", entre outras.
Uma característica própria dessas expressões é que não podemos substituir as palavras que as compõem por outras, nem mudar sua ordem, nem intercalar outras palavras. Afinal, podemos dizer que alguém fez um trabalho com um pé nas costas, mas não seremos entendidos se dissermos que ele fez o trabalho com um pé no dorso, nem que ele fez o trabalho com um pé inchado nas costas".
As expressões idiomáticas podem fazer o papel de:
* substantivos: um deus-nos-acuda ( uma confusão)
* adjetivos: Aquela menina é uma Maria-vai-com-as-outras. ( indecisa)
* verbos: O moço que tinha visto o atropelamento fez boca de siri. ( calou-se)
orações inteiras: em rio de piranha, jacaré nada de costas. ( em determinadas circunstâncias, todo cuidado é pouco).
Entre as expressões idiomáticas que valem por orações inteiras, estão os provérbios.
Algumas dessas frases feitas surgiram de alguns acontecimentos ou fatos históricos.
Vejamos um exemplo:
Quebrar a cara ( dar-se mal ), surgiu quando começarama colocar grandes portas de vidro nas lojas de Nova York. Nunca se sabia se elas estavam abertas ou fechadas. Assim, os amerinacos, muitas vezes, "quabravam a cara" indo de encontro ao vidro.
Fonte: livro "Introdução à semântica" de Rodolfo Ilari
DICAS IMPORTANTES PARA INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
1) Leia mais de uma vez o texto.
2) Sublinhe, em cada parágrafo, a idéia mais importante.
3) Leia com muito cuidado o enunciado das questões para entender o que foi pedido.
4) Sublinhe palavras importantes nas perguntas como: erro, incorreto, correto,
etc.; para não se confundir no momento de responder às questões.
5)Se o enunciado da questão mencionar tema ou idéia principal, deve-se examinar com
atenção a introdução e/ou a conclusão do texto.
6) Se o enunciado da questão mencionar argumentação, deve preocupar-se com o
desenvolvimento, ou seja, a parte do meio do texto.
Fonte: BECHARA, Evanildo. Gramática Escolar da Língua Portuguesa.Ed.Lucerna
2) Sublinhe, em cada parágrafo, a idéia mais importante.
3) Leia com muito cuidado o enunciado das questões para entender o que foi pedido.
4) Sublinhe palavras importantes nas perguntas como: erro, incorreto, correto,
etc.; para não se confundir no momento de responder às questões.
5)Se o enunciado da questão mencionar tema ou idéia principal, deve-se examinar com
atenção a introdução e/ou a conclusão do texto.
6) Se o enunciado da questão mencionar argumentação, deve preocupar-se com o
desenvolvimento, ou seja, a parte do meio do texto.
Fonte: BECHARA, Evanildo. Gramática Escolar da Língua Portuguesa.Ed.Lucerna
Escolhi para primeira postagem, um assunto que muito tem preocupado os usuários da Língua Portuguesa: o Novo Acordo Ortográfico, fruto do entendimento entre oito países de língua oficial portuguesa, cuja ideia é permitir um intercâmbio cultural maior e uma cooperação internacional mais eficiente entre Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor Leste e Brasil.
Não há necessidade para grandes preocupações, já que o cronograma estabelecido pelo governo federal determina que o período de transição se estenderá até dezembro de 2012 e durante esse tempo, as duas normas serão aceitas, inclusive em exames escolares, provas de vestibular e concursos públicos.
Para nós brasileiros, as mudanças mais evidentes tratam da reinserção das letras k, w e y no alfabeto, do emprego do hífen, da acentuação gráfica e da eliminação do trema. Já nos outros países, as mudanças serão maiores.
Veja algumas das mudanças provocadas pelo acordo e alguns exemplos:
* As letras k, w e y, que na verdade nunca caíram em desuso, voltam a fazer parte do alfabeto.
Exemplos: os símbolos de medidas, com km ( quilômetro) e w ( watt); palavras e nomes estrangeiros, como show, playground, Willian.
* O trema está abolido.
Exemplos: tranquilo, bilíngue, cinquenta.
Está eliminado o acento agudo nos ditongos (ei) e (oi) nas palavras paroxítonas.
Exemplos: asteroide, geleia, joia.
Está eliminado o acento circunflexo nas palavras terminadas em eem, oo(s).
Exemplos:
enjoo, zoo, eles leem, eles veem.
Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com a qual se inicia a segunda palavra nos substantivos compostos.
Exemplos: autoescola, infraestrutura, semianalfabeto.
Usa-se hífen sempre que o prefixo terminar na mesma vogal com a qual se inicial a segunda palavra.
Exemplos:
anti-inflamatório, micro-ondas, semi-interno.
O decreto n. 6583, com todas as mudanças geradas pelo acordo está disponível no endereço http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6583.hm.
O livro Escrevendo pela Nova Ortografia, dos autores Antonio Houaiss e José Carlos Azeredo contém todo o conteúdo do acordo de forma explicada e interessante.
(Texto escrito sob as novas normas ortográficas da língua portuguesa.)
Fonte: revista Nós da Escola Ano 2
FEITO COM CARINHO!
Não há necessidade para grandes preocupações, já que o cronograma estabelecido pelo governo federal determina que o período de transição se estenderá até dezembro de 2012 e durante esse tempo, as duas normas serão aceitas, inclusive em exames escolares, provas de vestibular e concursos públicos.
Para nós brasileiros, as mudanças mais evidentes tratam da reinserção das letras k, w e y no alfabeto, do emprego do hífen, da acentuação gráfica e da eliminação do trema. Já nos outros países, as mudanças serão maiores.
Veja algumas das mudanças provocadas pelo acordo e alguns exemplos:
* As letras k, w e y, que na verdade nunca caíram em desuso, voltam a fazer parte do alfabeto.
Exemplos: os símbolos de medidas, com km ( quilômetro) e w ( watt); palavras e nomes estrangeiros, como show, playground, Willian.
* O trema está abolido.
Exemplos: tranquilo, bilíngue, cinquenta.
Está eliminado o acento agudo nos ditongos (ei) e (oi) nas palavras paroxítonas.
Exemplos: asteroide, geleia, joia.
Está eliminado o acento circunflexo nas palavras terminadas em eem, oo(s).
Exemplos:
enjoo, zoo, eles leem, eles veem.
Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com a qual se inicia a segunda palavra nos substantivos compostos.
Exemplos: autoescola, infraestrutura, semianalfabeto.
Usa-se hífen sempre que o prefixo terminar na mesma vogal com a qual se inicial a segunda palavra.
Exemplos:
anti-inflamatório, micro-ondas, semi-interno.
O decreto n. 6583, com todas as mudanças geradas pelo acordo está disponível no endereço http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6583.hm.
O livro Escrevendo pela Nova Ortografia, dos autores Antonio Houaiss e José Carlos Azeredo contém todo o conteúdo do acordo de forma explicada e interessante.
(Texto escrito sob as novas normas ortográficas da língua portuguesa.)
Fonte: revista Nós da Escola Ano 2
FEITO COM CARINHO!
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